segunda-feira, 29 de junho de 2009

Vale quer investir R$ 260 mi em exploração de gás


Rio de Janeiro - A mineradora Vale vai quadruplicar o investimento na área de exploração de gás neste ano, passando para US$ 260 milhões os recursos aplicados na atividade. Em 2008, foram investidos US$ 60 milhões.A informação foi dada pelo presidente da companhia, Roger Agnelli, durante solenidade de assinatura de memorando de entendimento com a Petrobras que estabelece as bases para uma parceria na exploração e na produção de petróleo e gás natural, em três blocos localizados no litoral norte do Espírito Santo.“Em 2009, nós já estamos utilizando sondas para perfurar poços em áreas sob nossa concessão. Para o ano que vem, vai depender [o aumento dos recursos investidos na área] da conclusão de alguns estudos e dos resultados que teremos este ano. Mas tudo indica que [o investimento] deve continuar no mesmo patamar”.Segundo Agnelli, a decisão da Vale de entrar na área de gás natural e de petróleo tem como principal objetivo reduzir custos e diminuir riscos. Para a empresa, a atividade de exploração e produção do gás natural faz parte de uma estratégia para diversificar sua matriz energética.Ele disse, ainda, que um dos planos é fazer com que as locomotivas usadas pela empresa para o transporte de minério sejam movidas a gás natural.Agnelli afirmou que a Vale também tem interesse na descoberta dos campos de pré-sal. “Nós vamos querer está nisso também.

Fonte: Tribuna do Norte - Natal

Governo prorroga IPI menor e desonera bens de capital


Além de medidas fiscais, ministro da Fazenda anuncia ações financeiras, entre elas a queda da TJLP para 6%

Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira, 29, a prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para diversos setores e a desoneração de 70 itens de bens de capital। A renúncia fiscal estimada para 2009 das medidas anunciadas é de R$ 3,342 bilhões.

Veículos, material de construção e linha branca de eletrodomésticos tiveram as alíquotas reduzidas renovadas pelo governo. Além disso, a desoneração da Cofins para as motos também será mantida, por três meses, até setembro.


Fonte: O estadão

Brasil já ocupa terceiro lugar em produção e consumo de biodiesel


Com uma produção anual de 1,2 bilhão de litros de biodiesel em 2008, o Brasil se tornou o terceiro produtor e consumidor do produto no mundo, ficando atrás da Alemanha e dos Estados Unidos A capacidade de produção do combustível em janeiro foi de 3,7 bilhões de litros.De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o crescimento pode ser atribuído obrigatoriedade da adição de biodiesel ao diesel, que começou com um percentual de 2% e no segundo semestre passou para 3%. Segundo o governo, o atendimento pleno do mercado foi garantido pela organização da cadeia produtiva, conseqüência de um marco regulatório estável e da promoção de leilões nos últimos três anos.Atualmente, o governo está analisando a antecipação da obrigatoriedade de misturar 4% de biodiesel ao diesel comum, chamado de mistura B4, para vigorar em meados deste ano. Também está sendo estudada a antecipação de 2013 para 2010 da mistura de 5%.

Fonte: Gazeta do Povo/PR/Agência Estado.

Indústria naval se prepara para uma nova fase


Os executivos da indútria naval de Niterói não tem dúvidas: os próximos meses serão cruciais e podem marcar uma nova fase de expansão do setor. Há expectativas de abertura de novas licitações para construção de plataformas e embarcações de apoio offshore para a exploração de petróleo no pré-sal, além de navios do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Transpetro. Perspectivas que motivam os investimentos, que nos próximos meses chegarão a R$ 355 milhões apenas de quatro das grandes empresas do setor. Um dos projetos mais audaciosos, a construção de um dique seco pelo estaleiro Mac Larem Oil, deve começar a ganhar formas nos próximos 45 dias, segundo a previsão da presidente da empresa, Gisela Mac Larem. Segundo ela, a estrutura será a primeira do tipo no país e consumirá R$ 140 milhões. Já a Ultratec, que constrói módulos de plataformas, prevê investimentos de cerca de R$ 25 milhões nos próximos 12 meses para a modernização de sua área industrial, aumentando assim a capacidade produtiva. De acordo com Mauro Augusto da Cruz, executivo da empresa, as mudanças vão gerar novos empregos, chegando a 1.500 por turno, na fábrica da inglesa Weellstream, que produz dutos flexíveis para plataformas, a expectativa é de inaugurar em julho o seu projeto de expansão. Foram aportados US$ 5 milhões para aumentar a área da unidade, na ilha da Conceição, que chegou aos 42 mil metros quadrados e 470 funcionários diretos e 200 terceirizados.


O Globo, Economia

Entenda como a nova lei do petróleo pode afetar o setor


Previsto para estar pronto e entregue ao Congresso Nacional no final do ano passado, o projeto que cria um novo marco regulatório para o setor de petróleo na área do pré-sal nem sequer saiu da comissão que estuda o assunto. A promessa do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agora, é de que, até agosto, o projeto de lei chegue às mãos dos parlamentares para avaliação.O encaminhamento é necessário para que o assunto possa ser discutido ainda nesta legislatura, já que 2010 é ano eleitoral, e a tramitação de um projeto polêmico como o marco regulatório ficaria prejudicado.O receio é de que essa demora prejudique a exploração e a produção na área do pré-sal. No caso das áreas já concedidas, não há problema, avaliam os técnicos e os consultores do setor. Até agora, foram feitas descobertas em blocos arrematados em leilões promovidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) antes de 2008.Esse é o caso das descobertas feitas até agora na Bacia de Campos, mas localizado no litoral do Espírito Santo - no Parque das Baleias - e na Bacia de Santos, em São Paulo. No caso capixaba, a situação é ainda mais diferente, pois a descoberta do pré-sal foi feita abaixo do bloco onde já havia produção no pós-sal, no campo de Jubarte.Como a situação do pré-sal é completamente nova, não se sabe como definir nada em relação a ela, daí a necessidade de um novo marco regulatório. Enquanto ele não sai do papel, a produção no Estado continua, e a perfuração de novos poços também.Mesmo que a comissão especial criada pelo presidente Lula apresente o projeto do novo marco nos próximo dias, o assunto é tão polêmico que deverá gerar muita discussão no Congresso Nacional antes de ser aprovado.O debate se centrará em duas questões básicas: como será o sistema de concessão de blocos na área do pré-sal e, mais importante, quem administrará essa riqueza? Ou seja, será mesmo criada uma nova empresa, totalmente estatal para administrar as áreas do pré-sal que, calcula-se, vão de Santa Catarina ao Espírito Santo?Essas são algumas das questões a serem definidas pelo novo marco regulatório. E ainda há a discussão sobre os royalties relativos a estas áreas. É bom lembrar que, em 2008, foram pagos à União, aos Estados e aos municípios R$ 22 bi a título de royalties e participação especial.ExploraçãoUm navio-plataforma, do tipo FPSO (que produz, processo, armazena e transfere), já está em Jubarte produzindo no primeiro poço na nova fronteira. A P-34 não ficará sozinha. A partir de 2010, o FPSO Cidade de Vitória, que estava no campo de Golfinho até à semana passada, será deslocado para Jubarte onde também produzirá no pré-sal.Para isso, no entanto, terá que passar por uma série de adequações em Cingapura. A reforma será necessária em função das diferenças de óleo em Golfinho e em Jubarte. Enquanto o novo marco regulatório não vem, a produção continua e muito bem.

Fonte: Gazeta OnLine - Vitória,ES/Denise andonadi.